Saindo da casa da mamãe… (O amigo sem noção)

Acho que todas as pessoas desse planeta, pelo menos uma vez na vida, já desejou morar sozinho, sair de casa, não morar mais sob o mesmo teto daqueles que o colocaram nesse mundo. Essa vontade pode ser fruto de uma simples rebeldia ou da busca pela independencia.

Uma saída muito procurada pelos “filhos rebeldes” é dividir um apartamento com um ou mais amigos. De primeira é uma solução maravilhosa. Você vai morar com uma galera da sua idade, que pensa como você e que gosta mais ou menos das mesmas coisas que você, ainda tem a parte das contas que serão divididas e assim não ficará pesado pra ninguém. Porém como em todo “casamento” nem tudo são flores e a divisão do teto com o seu amigo pode se tornar um pesadelo.

Quando me falaram que a gente só conhece as pessoas quando passa a dividir o mesmo teto com ela, eu juro que não acreditei, pensei que era maluquisse, que ninguém pode mudar tanto só porque passa a dormir no quarto ao lado do seu (e algumas vezes pode até ser no seu). Mas, mais uma vez, a vida me mostrou que eu tenho que ouvir mais aqueles “papos chatos” cheio de conselhos que minha mãe adora!

“A vida a dois, tres e até quatro” pode ser bem mais complicada do que os pequenos conflitos que você tinha com o seu pai. Seu amigo pode ser mega desorganizado, sem noção, despreocupado, e o pior de todos ele pode ser um perfeito “porquinho”. A convivencia pode entrar em crise após a “lua de mel” (por volta dos 3 meses). Você chega tarde e encontra uma cueca(que não é sua, que fique claro) jogada no chão do banheiro, no outro dia a cozinha está virada de cabeça para baixo, a pia cheia de louça, o chão mais sujo que chão de baile funk. E se você não reservar o seu precioso sábado para limpar toda a sujeira, pode ter certeza que você vai acabar perdido no chiqueiro do amigo porco”.

Para evitar um grande estresse na sua vida pessoal, profissional e amorosa pense bem antes de convidar alguém para dividir a geladeira com você. Até aquele amigo que você conheceu na maternidade pode te surpreender depois de alguns dias de convivencia diaria. Vamos colocar na balança os pontos positivos e negativos que você já observou no seu amigo e pense se ele será uma boa companhia. Quando for fazer o convite deixe claro os seus limites, o que pode e o que não pode ser tolerado, regras as vezes podem fazer toda diferença para uma convivencia saudaável. Converse com seu amigo, divida as tarefas, combine como serão feitas as compras, a limpeza, a divisão do espaço. Faço tudo isso antes que ele (a) se instale e se sinta em casa, porque depois vai ser tarde companheiro.

 

Fica a dica!

 

No dia em que eu sai de casa… Descobri que ter uma mãe pra lavar, passar, cozinhar e te dá um colo faz toda diferença.

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~ por Juliana em 20 de agosto de 2011.

Uma resposta to “Saindo da casa da mamãe… (O amigo sem noção)”

  1. Deveria existir aqui um botão CURTIR como há no Facebook. Parabéns, me orgulho de ser o “cara” que tem o prazer de conviver todos os dias com alguém que escreve tão bem quanto você.
    Ótimo texto!

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